Entre o que Há

Ariano,

usa o chifre para encarar o mundo.

Te amo.

A mulher que acende velas tem cavalos velozes correndo livres pelas suas matas. Com ela e por ela se deslocam confiantes no escuro porque luz são. Para ela a cavalgada se revela como som do prazer. As correntes de vento se apresentam como a força do movimento. O som da natureza a certeza da evolução:

res_pirAção.

Colada comigo me lembra do abrigo que tenho na grande chama, me sopra no ouvido que o melhor do viver é sentir prazer no viver e que … os bons sonhos começam na cama.

É ela que me revelou a visão do big bang, é ela que fala daqueles assuntos únicos capazes de seduzir o maior dos descrentes.  É ela que dança na chuva, é ela que germina sementes. Foi com ela que morri queimada e é com ela que brindo e brinco nas águas.

Ela me presenteou com gestações, com a consciência das estações, com a beleza das transformações, foi ela que me deu abertura e confiança para coroar os círculos de fogo: com ela trouxe meus dois filhos pro mundo.

E é com ela que me aventuro e sigo meu rumo num nado cósmico-ocêanico infinito.

Manipura,

RECONHECIMENTO – obrigada pela caminhada costurada na Terra.

 

Uma hora, um parágrafo e meio. Mais uma tentativa de dizer o indizível.

entre o tempo

setembro 2016
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